Rádio EFTEPRO

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Voto Bíblico, uma forma mais correta de contribuir na obra de Deus

ESTUDO 02 - APRENDENDO SOBRE O VOTO BÍBLICO


INTRODUÇÃO

O voto, no contexto bíblico, é algo que, muitas vezes, tem sido necessário.
     
Mas, o que é o voto? Para que o voto? Nesta lição estudaremos sobre o voto bíblico.

01 O QUE É VOTO?

No dicionário temos: VOTO: s. m. Promessa solene com que nos obrigamos diante da divindade; promessa solene; juramento; oferenda em cumprimento de promessa; súplica à divindade; desejo íntimo, ardente.

02 NO CONTEXTO CRISTÃO, O QUE É VOTO?

 É um acordo que você faz com Deus. Se for abençoado, com aquilo que deseja, retribuirá ao Senhor.
     
“Os acordos eram feitos com Deus sob a forma de votos para assegurar sua presença, proteção, provisão, etc. As promessas feitas sob essas circunstâncias eram sempre condicionais”.
     
“Pessoas em situação difícil poderiam fazer votos prometendo algo a Deus caso ele atendesse às suas orações. Normalmente, esses votos eram acompanhados por uma oferta pacífica no momento de serem feitos e, depois, novamente, ao serem atendidos” (Bíblia de Genebra p. 136)

“Votos a Deus são o equivalente devocional dos juramentos e devem ser tratados com seriedade” (bíblia de Genebra. P.556).
     
Encontramos também na Bíblia votos que não são condicionais, ou seja, pessoas que fizeram voto ao Senhor sem esperar alguma coisa da parte dele, mas como gratidão pelas inúmeras bênçãos dele recebidas.
    
03 ENCONTRAMOS ESTA PRÁTICA NAS SAGRADAS ESCRITURAS?

Sim. Vejamos:

A - Jacó (Gn 28.20-22); Usando o futuro do condicional, como aparece na maioria das traduções, entendemos que Jacó está fazendo um voto condicional, ou seja, se Deus for comigo, e me guardar ... e me der..., Jacó por sua vez lhe retribuirá adotando o SENHOR como seu Deus, a pedra será a casa de Deus, e ele dará a Deus o dízimo de tudo o que Deus lhe conceder.

B - Ana (I Sm 1.11); Ana também faz o seu voto da mesma maneira. Se o Senhor se compadecesse. Se ela pudesse ter um filho, ela o daria ao Senhor.


04 QUAL A BASE NO NOVO TESTAMENTO PARA OS VOTOS?

Vejamos:

A - "Mas Paulo, havendo permanecido ali ainda muitos dias, por fim, despedindo-se dos irmãos, navegou para a Síria, levando em sua companhia Priscila e Áqüila, depois de ter raspado a cabeça em Cencréia, porque tomara voto." (Atos 18:18).

Este texto demonstra que Paulo tinha o costume de fazer votos.

B - "Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não, para não cairdes em juízo" (Tiago 5:12)..
     
Tiago demonstra que era costume fazer-se votos e, por causa deles, jurar o seu cumprimento; assim, o apóstolo orienta que não se jure, mas não desautoriza a prática dos votos.

C - Há ainda outra menção em Atos 21:20-26, quando Paulo é orientado a fazer um voto, para com isso apaziguar os judeus, que o acusavam de violar a lei.

05 QUAL O PROPÓSITO DO VOTO?

O voto é um meio pelo qual o crente pode obter as bênçãos de Deus.
     
O voto também pode ser feito sem que você esteja pedindo nada a Deus. Por exemplo, você pode fazer um voto ao Senhor dizendo que no dia do seu aniversário irá dar uma oferta na igreja, como gratidão por mais um ano de vida.

06 QUAIS CUIDADOS PRECISAMOS TER COM O VOTO?

A - Se fizer um voto procure cumpri-lo (Ec 5.4,5);

"Votos a Deus são o equivalente devocional dos juramentos e devem ser tratados com igual seriedade (Dt 23.21; Ec 5.4-6). Aquilo que alguém jura ou vota fazer deve ser feito a todo custo (Sl 15.4; cf. Js 9.15-18). Deus exige de nós que levemos a sua palavra a sério, bem como a nossa também.” (A Bíblia de Genebra. P.556).

“Fazer um voto não era um dever religioso, mas seu cumprimento era um dever sagrado e obrigatório. O voto era tão obrigatório quanto um juramento, mas somente quando feito verbalmente”.

B - Se fizer um voto procure pagá-lo urgente, pois do contrario desagradará a Deus (Ec 5.4,5).

C - Nunca faça um voto sem pensar, pois poderá arrepender-se (Pv 20.25)

D - Não vote para outro pagar o voto juntamente com você; ou por você ; nem faça votos incluindo os outros em seus votos, sem consultá-los (I Sm 14.24-30).

E - Cuidado com votos precipitados como o de Jefté (Jz 11.29-40).

F - Cuidado com votos fáceis e sem sentido.

Por exemplo, “se Deus me abençoar e eu passar no Concurso para Professor, toda sexta-feira vou dar aula vestido de azul. Que glorificação a Deus existe num voto dessa natureza? O que Deus ganha se você vai vestido de azul ou não? Tudo tem que ser para a glória de Deus.

G - Cuidado também com votos que você não vai conseguir cumpri-los.


H – Não faça votos que sejam contrários à Palavra de Deus

I – Nunca faça votos para toda a vida.


CONCLUSÃO

Antes de fazermos qualquer voto a Deus, é preciso que conheçamos as Sagradas Escrituras. É preciso conhecermos a Deus. Somente assim, nosso voto será nos padrões bíblicos.


Sobre os dízimos - parte 2



10 motivos para não dar o 

dízimo

1- Não era dado com dinheiro e não era mensalmente

Deuteronômio 14:22-30

Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo.
E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias.
E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado;
Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus;
E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa;
Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.
Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas;
Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.
1-Dízimo era dado em grãos, em alimentos levados de ano em ano. Deuteronomio 14:22
2-O fiel deveria entregar o dízimo no templo de Jerusalem, então eles vendiam o alimento e ao chegar em Jerusalem usavam o dinheiro para comprar o alimento a ser dado com dízimo. Deuteronomio 14:24
3-O dízimo era dado anualmente, não mensalmente.
4-No terceiro ano todos os dízimos que eram levados ao templo eram divididos com o povo (velhos, orfãos, viúvas e estrangeiros) pelo levita. Deuteronomio 14:28
5- As bênçãos eram chuvas e não prosperidade financeira e nem casa nova
6- O devorador era identificado como os gafanhotos que destruíam as plantações e exterminavam o pasto para o gado. A ausência de chuvas e, como consequência, incêndios nas plantações.
Hoje as igrejas fazem obras de caridade, mas elas são obrigadas a fazer filantropia, pois recebem isenção de impostos (nem prestando contas do trabalho social que fazem ao Estado).
2- Era reservado para os levitas, que hoje não existem mais
No cristianismo, todos nós somos a Igreja de Jesus. Cabe a todos nós pregarmos o evangelho a toda a criatura com nossas palavras e ações. Se somos todos chamados para sermos os representantes de Cristo, como poderíamos dar 10% do nosso salário a nós mesmos? Não existem mais levitas. A Lei se foi na cruz.
O cristão não deve levar seu dízimo ao templo, pois o seu próprio corpo é o templo e aonde um ou mais se reunirem em memória de Cristo ali ele estará.
3- A era da lei se passou
No momento em que Jesus foi sacrificado, o véu do templo foi rasgado e a Lei deu lugar a Graça. Logo, as coisas da Lei se passaram e agora estaríamos na Lei. O dízimo deveria ser levado a um templo (lugar físico), mas com o advento da Graça devemos nos reunir na Igreja (lugar onde haja um ou mais em nome de Cristo). Templo não é igreja, pois Jesus foi inaugurador a Igreja através de seu sacrifício.

Hebreus 8:16

Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar.

Romanos 10:4

Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê
4- O dízimo atual não tem finalidade correta
Hoje, na maioria dos casos, os dízimos são usados para construir templos feitos por mãos humanas e para sustentar profissionais da fé assalariados. Esses profissionais, muitos dos quais poderiam trabalhar secularmente, acabam vivendo de deus ao invés de viverem para deus.
Na prática, cobram da igreja para fazerem aquilo que deveriam fazer de graça, que é pregar o evangelho. De graça dais, de graça deveis receber. Os pastores assalariados acabam ficando reféns de seus salários, muitas vezes deixando de fazer o que é certo com medo de perder o dízimo de alguns fiéis.
5- Efeitos maléficos
Deus não precisa de dinheiro, mas a obra dele precisa. O problema é que os pastores que mais pedem dinheiro para a obra de deus são os que menos pregam a palavra de deus. O acúmulo de recursos nas igrejas acaba por atrair aproveitadores para o ofício e corromper a muitos bem intencionados. Todos sabemos que a Igreja pode funcionar sem assalariados, programas de tv, grupos musicais  e templos sultuosos. A única coisa que a Igreja precisa é a fé pura de seus fiéis, não importando aonde estejam. A Igreja primitiva não se reunia em templos sultuosos, mas nas casas de seus próprios membros.
6- Tudo nos é dado por deus
Se tudo nos é dado por deus, por que deveríamos devolver 10% para uma instituição religiosa se somos todos parte da Igreja? O fiel que retira o dinheiro do dízimo para ajudar seus parentes e próximos necessitados está roubando a deus?
Um fiel que deixa de pagar suas dívidas para pagar o dízimo está sendo fiel a deus? Será que deus vai te punir se ao invés de 10%, você contribuir com 9%? Para deus, 9% com amor vale menos do que 10% por obrigação?
O verdadeiro roubador de deus é aquele que, podendo ajudar quem tem fome e precisa urgentemente de ajuda, prefere dar seu dinheiro para uma instituição religiosa, onde heresias serão pregadas e pastores assalariados enriquecem.
O brasileiro já paga IPTU, IPVA. ICMS, IPI e etc. Será que todos nós devemos dar 10% do bruto ou do líquido? Adivinhem! Os pastores assalariados são os mais raiovosos ao dizer que o dízimo é do bruto.
7- Devemos dar com alegria
Muitos pregadores afirmam que a oferta deve ser dada com alegria, mas o dízimo não seria uma oferta, seria um dever do fiel. Logo, dizem que você não entrega o dízimo, você devolve.
Portanto, na visão deles, não importa se você dá ou não o dízimo com alegria, apenas importando que você dê. Eles se veem como os representantes de deus para arrecadar o dízimo, como se suas igrejas fossem a Casa do Tesouro.
Como você poderia dar com alegria algo que você tem a obrigação de dar, do contrário vai pro inferno como ladrão? Se o dízimo não é um tipo de oferta, o que é então? Ofertas devem ser dadas com alegria, da mesma forma, aquele que dizima deve dar com alegria.
8- O dízimo afasta pessoas que poderiam ser alcançadas
Infelizmente, esse foi o motivo que mais me motivou a fazer esse texto. Quantas vezes eu já convidei uma pessoa a ir a uma igreja e ela só recusou porque alegou que não queria dar dinheiro para pastor. Essa é a dura realidade. A maior parte do “preconceito” que as pessoas têm para com a igreja se deve pela exploração excessiva do dinheiro e pela vida de ostentação dos clérigos.
Muitas pessoas se afastam da igreja e outras até evitam visitá-las por causa da noção que terão um décimo de seus salários destinados aos pastores. Só deus sabe quantas almas já se perderam por causa disso. Muitos pastores dizem que a obra de deus precisa de dinheiro para alcançar as pessoas, mas, infelizmente, ao pedir dinheiro sistematicamente o que acontece é que as pessoas se afastarão da igreja.
9- Não vivemos numa teocracia
Nos tempos bíblicos, a forma de governo era teocracia. Não havia previdência social ou qualquer sistema de proteção social. Logo, a proteção social e o cuidado para com os necessitados era papel dos sacerdotes levitas.
Hoje, não vivemos numa teocracia e o nosso governo já possui uma poderosa rede de proteção social que é paga pelos nossos impostos. Não é justo que o cidadão pague duas vezes pela mesma coisa, uma vez que todos já pagamos caro ao governo para cuidar dos necessitados.
10- Ninguém rouba a deus por não oferecer dinheiro a homens
Os verdadeiros roubadores de deus são os pastores que pedem dízimo de quem não pode dar para gastar de forma que ninguém pode saber. Muitas são as pessoas que sentem suas almas ameaçadas quando não dizimam devido ao discurso de medo desses pastores. Muitos são os que acreditam que as pessoas vão pro inferno por “roubarem” a deus nos dízimos, mas se esquecem que estão roubando a deus até quando os dão a igrejas heréticas que deixam os pobres sem assistência.
a-No Novo Testamento devemos dar somente o que pudermos

1 Coríntios 16:2

No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar.
Ou seja, diferente do que os pastores bandidos dizem, ninguém deve dar mais do que pode e quer apenas por medo de “roubar” a deus.

Mateus 23:23

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas”.
Nesse versículo Jesus alerta que cumprir a lei(dízimo) sem ter no coração a fé e a misericórdia é hipocrisia! Da mesma forma, devemos fazer as ordenanças de deus sempre com amor ao próximo. No caso em questão, Jesus falou do dízimo porque ele ainda não tinha se sacrificado para banir a Lei e instituir a Graça. Por isso a Igreja primitiva não dava dízimo, pois a Graça suplantou a Lei.

Malaquias 3:8-11

Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.
Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.
O texto de Malaquias é um esporro à Israel por deixar os levitas sem assistência, uma vez que essa tribo era encarregada do Tabernáculo. Desse modo, a nação estava em direta violação contra as regras e a regulamentação da Lei de Moisés. Estavam roubando a Deus, pois deixaram a viúva, órfão e o estrangeiro sem ajuda. Não existe uma única sílaba em toda a passagem que possa ser aplicada ao membro de Igreja. Sem contar que o dízimo daquela época era o único imposto e servia para financiar o exercito e a guerra. Logo, os roubadores de deus de hoje são os pastores ladrões que recebem o dízimo e não ajudam os necessitados (viúva, órfãos e estrangeiros).

Sobre o dizimo - Parte I

Por que o dízimo não é para o crente do Novo Testamento?

Definindo o dízimo, conforme o termo é usado hoje, eu somente estabelecerei aqui o que eu, como um crente normal, tenho percebido ser a visão em 20 anos em que eu sou cristão.
De acordo com esta visão, dízimo é dar 10% de seu rendimento (pré-fixado ou pós-fixado – as opiniões são diferentes) para a organização da igreja a que você seja afiliado (a irmandade da igreja que você provavelmente assiste aos domingos). Este dinheiro então é usado para dar sustentação ao orçamento da igreja (aluguel, contas, salário de pessoal, missões, etc.). Para muitos, não dar o dízimo é considerado um pecado. Muitas vezes você ouvirá as pessoas recitarem Malaquias 3:8-12, que diz:
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.”
Muitos usam estes versículos para dizer que não trazer os “dízimos e ofertas” para a causa de Deus (conceito que eles tomam para significar a construção da igreja local) é um pecado e retira o povo de suas “bênçãos”. O problema de usar a passagem acima, assim como outras passagens semelhantes do Velho Testamento, para dar sustentação à aplicação do dízimo é que esta passagem e a lei mosaica em que esta passagem é baseada eram válidas quando isto foi escrito e pertence ao Velho Testamento. O Velho Testamento é maravilhoso e é parte das Escrituras Sagradas inspiradas por Deus. Conforme Paulo diz em Romanos 15:3-4
“Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam. Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.
O que quer que esteja escrito na Escritura foi escrito para o nosso aprendizado. Nós podemos aprender pela leitura do Deuteronômio. Nós podemos aprender pela leitura de Malaquias ou qualquer outro livro do Velho Testamento. Contudo, embora tudo estivesse escrito para o nosso aprendizado, nem tudo está escrito para a nossa aplicação. O Velho Testamento é endereçado aos judeus que estavam vivendo sob a lei mosaica. Jesus Cristo não havia chegado ainda. O preço pela indenização de nossos pecados ainda não tinha sido pago. O sumo sacerdote ainda não havia chegado. Como Paulo diz em Gálatas 3:23-26:
“Mas antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.”
Houve o tempo antes do sacrifício e ressurreição de nosso Senhor. Este era o tempo da lei. E houve o tempo após o sacrifício e ressurreição do Senhor. Este é o tempo em que nós vivemos agora. Há vastas diferenças entre estes dois períodos, pela simples razão de que o que era válido no primeiro período, a lei, não é mais válido no segundo período. E o que é válido no segundo período – a graça e ser criança de Deus através da fé em Jesus Cristo – não estava disponível no primeiro período. Nós podemos aprender do que foi válido no primeiro período? Definitivamente sim. Isso se aplica a nós? Não necessariamente. Você pode ler os Salmos e os Provérbios e obter guia para sua vida hoje. É a sabedoria eterna de Deus que atravessa o tempo. Por outro lado, você pode ir para as passagens específicas da lei, tais como as passagens sobre o dízimo, ou as passagens sobre o sacrifício de touros, ou a celebração que eles tinham em Israel. Embora você possa aprender destas passagens, elas não se aplicam diretamente a nós. O mesmo é válido para tudo o que se refira à lei mosaica, pela simples razão de que esta lei foi abolida com o sacrifício de Cristo. É como ler os códigos de leis que não têm mais validade. Você pode aprender por eles, mas eles não serão aplicados, porque estão obsoletos. Conforme diz Colossenses 2:13-14:
“E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.
E novamente em Efésios 2:14-15
“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz”.
Agora se a lei é abolida, vamos aplicá-la novamente? Nós podemos aprender disto, mas não é mais uma lei que é para nossa aplicação. Ele está abolida! E o dízimo é parte desta lei também. O dízimo é uma palavra que ocorre muito em tais livros da lei, como os Levíticos, Números e Deuteronômio. Aqui estão algumas referências:
Levítico 27:30-34 
“Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são do Senhor. Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisas, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor. Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados. Estes são os mandamentosque o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai.”
Note no último versículo que dízimo é parte dos mandamentos, parte da lei que Deus deu a Moisés para as crianças de Israel no monte Sinai. Esta era a lei que foi abolida pelo sacrifício de Cristo. E o dízimo, sendo parte desta lei, foi dado não para a aplicação geral, mas para as crianças de Israel, até seu cancelamento pelo sacrifício e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Aqui estão mais algumas passagens sobre o dízimo:
Número 18:20-32 
“Disse também o senhor a Arão: na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles, nenhuma parte terás; eu sou a tua parte e a tua herança no meio dos filhos de Israel. E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniquidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão, Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao Senhor em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão. Então o Senhor falou a Moisés, dizendo: também falarás aos levitas, e dir-lhes-ás: quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado por vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao Senhor, os dízimos dos dízimos. E contar-se-vos-á a vossa oferta alçada, como grão da eira, e com plenitude do lagar. Assim também oferecereis ao Senhor uma oferta alçada de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel, e deles dareis a oferta alçada do Senhor a Arão, o sacerdote. De todas as vossas dádivas oferecereis toda a oferta alçada do Senhor; de tudo o melhor deles, a sua santa parte. Dir-lhes-ás pois: quando oferecerdes o melhor deles, como novidade da eira, e como novidade do lagar, se contará aos levitas. E o comereis em todo lugar, vós e as vossas famílias, porque vosso galardão é pelo vosso ministério na tenda da congregação. Assim, não levareis sobre vós o pecado, quando deles oferecerdes o melhor; e não profanareis as coisas santas dos filhos de Israel, para que não morrais.”
A passagem de Levítico nós lemos anteriormente aliada com o mandamento às crianças de Israel para o dízimo. Onde se supõe que estes dízimos iriam e para que eles seriam usados? Isto é respondido pela passagem acima de Números: Conforme o versículo 21 nos diz:
Número 18:21
E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação.”
O dízimo seria para as crianças de Levi, os levitas, que estavam formando a tribo sacerdotal de Israel, 1/12 dela. Isto deveria ser sua recompensa pelo serviço do tabernáculo e depois do templo. Números 18:31 diz isso claramente: “porque vosso galardão é pelo vosso ministério na tenda da congregação”. Isto seria contado por eles conforme “como novidade da eira, e como novidade do lagar” (Números 18:30). De fato os levitas tinham que dar seu próprio dízimo deste. Isto foi dado a Arão e era para ser a oferta alçada do Senhor. Muitos pegam a passagem acima e erradamente tentam aplicá-la à era do Novo Testamento, em nossa era, dizendo que nós devemos continuar a dar o dízimo para pagar os salários dos padres, pastores e todo o clero em geral. Mas esta visão não pode ser correta como no Novo Testamento não há simplesmente nenhuma classe de cleros e padres. Como Pedro e João nos dizem, falando para nós, os crentes no Senhor Jesus Cristo:
I Pedro 2:5 
“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.”
I Pedro 2:9 
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido”
Revelação 1:5-6 
“Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.”
Também conforme o Senhor disse aos discípulos:
Mateus 23:8-12 
“Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém chamais vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado."
Estas passagens não se referem a alguma classe especial de pessoas, mas a todos os crentes. Todos os crentes são feitos padres pelo Senhor Jesus Cristo para Seu Deus e Pai. Isto significa agora que nós não devemos sustentar financeiramente os crentes que se movem por exemplo de cidade a cidade estabelecendo igrejas e servindo o Senhor como missionários? Não significa isto e nós veremos isso mais tarde neste estudo. O que quer dizer é que sustentar e dar presentes no Novo Testamento não são mais regulamentados pela lei do dízimo. Em vez disso, não há outros princípios no local para os presentes do Novo Testamento e a doação e nós veremos estes conforme formos nos aprofundando neste estudo. Esta parte do estudo dá ênfase no que a Bíblia NÃO diz para nós em relação à doação - ainda que as pessoas possam dizer isso. Conforme vamos continuando, daremos enfoque ao que a Bíblia diz por nós.
De volta ao dízimo; era o acima – o dízimo para os levitas – o único dízimo? Parece que não é, como em Deuteronômio 14:22-29 nós vemos novamente o dízimo mencionado, mas em outro contexto e para o que parece ser outro propósito. Conforme lemos nesta passagem, todo ano os israelitas deviam comer “os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas”(Deuteronômio 14:23) e ir ao local que Deus definiria e lá: “Come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa” (Deuteronômio 14:26). Se eles estivessem distantes era permitido que eles vendessem os vários itens, conseguissem dinheiro e “darás por tudo o que deseja a tua alma: por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma”(Deuteronômio 14:26). Isto parece ser um dízimo festivo. As pessoas teriam este dízimo e usar-no-iam para comer e beber diante do Senhor no lugar em que ele definiria. Note que este dízimo é usado pelas pessoas mesmas. É diferente do que nós lemos em Levítico e em Números anteriormente, onde o dízimo estava destinado aos levitas. Isso é, portanto, um dízimo diferente. De fato, todo terceiro ano este dízimo era para ser usado de forma diferente: no final daquele ano este dízimo devia ser coletado “então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão ” (Deuteronômio 14:29). Além do mais a cada sete anos deveria ter o Sabbath, no qual nada era semeado nem colhido pelo proprietário da terra (Levítico 25:1-5), mas todas as pessoas eram chamadas para comer o que a terra trouxesse de si mesma (Levítico 25:6-7), assim como do grande excedente do sexto ano que Deus havia prometido dar (Levítico 25: 20-22).

Conclusão

Vamos resumir o que aprendemos até agora. Como vimos, o dízimo era parte da lei do Velho Testamento, parte das ordenanças que Deus deu às crianças de Israel através de Moisés. Conforme parece para mim, havia dois dízimos. O primeiro dízimo seria para os levitas, enquanto o segundo era usada pelo povo mesmo, em regozijo, diante do Senhor ou no terceiro ano era colhido para os pobres e (novamente) para os levitas. O dízimo é parte da lei e como tal ele pertence à mesma categoria como sacrifícios animais e as muitas e várias regulamentações que esta lei ditou. Nós também vimos que o Novo Testamento dá ênfase clara que a lei com suas ordenanças foi abolida pelo sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo. Por causa disto nós não estamos mais sacrificando animais hoje. Se alguém pergunta por que nós não fazemos isto, nós corretamente dizemos “porque isto é parte da lei mosaica e esta lei não tem mais valor. Jesus Cristo, através de Seu sacrifício na cruz, aboliu em sua carne a inimizade, a lei dos mandamentos contidos nas ordenanças. Nós não mais estamos sob a lei”. A mesma razão que nós usamos para não sacrificar animais é também verdadeira para o dízimo. O dízimo era, juntamente com o sacrifício animal, assim como outras ordenanças, parte da lei mosaica. O que quer que seja válido para um é válido também para o outro. A lei mosaica tornou-se obsoleta a aproximadamente 2.000 anos atrás, com o sacrifício de Cristo. Junto a isto, os sacrifícios de animais, o dízimo e as outras ordenanças da lei também se tornaram obsoletas! Nós podemos aprender delas, mas isso não significa que elas sejam para nossa aplicação direta. É portanto o dízimo bíblico? Sim, é. Ele é bíblico como ele está na Bíblia. No entanto, o dízimo é relevante e válido para o cristão? Aqui a resposta é não! O que é para nossa aplicação direta em relação à doação é que nós vemos escrito no Novo Testamento. E o que nós vimos lá não é dízimo e contribuintes, mas doação alegre de coração, de acordo com a capacidade de cada um. Agora vamos atentar para isto.